25/01/19

Entrevista sobre a peça de teatro Drácula 2019




Entrevista com o Diretor e Produtor Silvio Tadeu da peça de teatro Drácula que vai estrear em março de 2019 em São Paulo

Silvio Tadeu é jornalista, diretor e produtor da peça de teatro Drácula. Teatro UMC.

Fotos : Roberto Nakashima


Estréia :  10 de Março  2.019 . na cidade de São Paulo

Teatro  UMC  


Av. Imperatriz Leopoldina, 550  -  Vila Leopoldina


Dias 10/03, 24/03, 31/03 


Domingos ás 19:00 Horas 


Informações e Reservas : (11) 2574-7749 / 4106-2507  


Ingressos : R$ 40,00 / R$ 20,00 Meia Entrada 


www.teatroumc.com.br 


Acompanhe : 

www.agataart.com.br  
Facebook : Agata Art Teatro 
Instagram : Drácula.2018  



1-      Drácula é o personagem do livro do escritor Bram Stoker. Foi escrito em 1897 e até hoje é o livro que mais teve adaptações em filmes, séries, hqs e teatro.  Como é o seu Drácula na peça?

Estava plenamente consciente da responsabilidade de adaptar um romance deste status para o teatro . Ao contrário do cinema, em que muitas vezes a imagem se torna mais poderosa, no teatro, a palavra e o humano dos personagens, nos são mais prioritários . Assim pude ter um “encontro” com o Drácula “romântico “ .
Acredite, o fato dele se alimentar de sangue é secundário para mim .
Busquei retratar o homem que tenta superar a sua falha trágica de imortal para realizar-se com  uma companheira de encarnações passadas, agora na pele de Mina Murray. Então falar de Drácula na nossa adaptação é falar de paixão .
Drácula esse ser tenebroso é um grande apaixonado !
Falamos da sua fraqueza diante das paixões como o foi outros heróis trágicos, de           ” Èdipo”  de Sófocles a “Otelo”  de Shakespeare .



2-      Conte um pouco sobre o cenário da peça.

Talvez o grande diferencial do cenário seja trazer o clima asfixiante do castelo de Drácula, que torna Jonathan Harker prisioneiro no mesmo.
Serão duas estruturas de metal, que lembrarão duas gaiolas .



3-      Quando foi que surgiu a ideia de produzir uma peça do Drácula?

Em 2.013 terminamos a temporada  do espetáculo “ A Vida é Sonho “ , de Calderón de La Barca, um trabalho que nos trouxe muita alegria, onde usamos uma estética oriental, sobre a orientação de um mestre em Shin-Tai-Do, e muito amigo, Ruben Spinozza.
Terminado o trabalho,  decidimos estudar um autor que ainda estava fora de nosso repertório, Moliére, o texto foi  “ Tartufo “ , e tivemos um estudo de Commedia Del Arte, mas o trabalho não caminhou. Parecia que depois da intensidade da “ Vida é Sonho” este trabalho não estava estimulando .
Então sentimos que precisaríamos ser desafiados de novo e o nome “ Drácula “ me veio, pelo fato de ser um nome conhecido, e não ter a sua origem no Teatro, era um romance .
Ou seja, estimulava o fato de termos de fazer uma adaptação, de um romance tão conhecido e celebrado .
Mas ao iniciarmos os ensaios, observamos que não estávamos com o elenco e o processo certo para sua realização .
Existe isso, química certa entre elenco, produção, momento, maturidade, então achei melhor interrompe-lo . Passaram-se três anos . Quando comecei  a fazer parte da administração do Teatro UMC, soube através de um dos diretores, que tinham a intenção de produzir  um outro romance de Bram Stocker, “ O Hóspede de Drácula “ , e eu apresentei a minha adaptação para “ Drácula “ do mesmo autor, que estava engavetada .

Diante destas “ coincidências “ achei que era o momento  de trazer a tona essa montagem .
A escolha do elenco também colaborou muito na maturidade da idéia.
Além dos entrevistados aqui temos Edivaldo Gomes, Laureen Wolf ,  Efigênia Armendani, artistas  de outros projetos da companhia, Helena Gomes  que esteve conosco na primeira tentativa de montagem, Marcia Papoti, Lucas Cruz, Elizeu Tozzi, Henrique Fernandes, Lucia Machado, Glauce Teixeira  estreando aí conosco .



4-      Quanto tempo dura a peça?

Aproximadamente 70 minutos



5-      O que mais chamou a sua atenção sobre o personagem Drácula?
Justamente o que escrevi  na pergunta anterior .

Sua possível humanidade diante de sua falha trágica .



Pergunta para os atores/personagens



Van Helsing  - Ronaldo Dias – O conhecimento sempre coloca o Doutor Helsing um passo à frente e isso, as vezes é perigoso. Qual seria o seu conselho para que os humanos não sejam ludibriados pelo desconhecido?

.             O desconhecido não ludibria...muitos os evita conhecer ,porque assim se fingem ignorantes continuando a não se responsabilizar por suas atitudes..quanto ao conhecimento ele nunca é perigoso, ele é libertador...e muitos o evita porque ser livre é ser responsável  por .suas atitudes… E o ser humano é hipócrita diz querer se livre mas preferem ficar presos a falso valores sociais e religiosos nos quais o colocam como pecador e imperfeito ,assim sempre pondo as responsabilidades de sua atitudes erradas em outro.



Jonathan Harker - TauãPongelupp – Às vezes devemos separar o cérebro do coração. Fazer um bom negócio, principalmente na área de imóveis, exige conhecimento e também compreensão com os pedidosdos clientes.  Como você vence o medo? Ir em um castelo em um lugar cheio de lendas como a Transilvânia, deve ser algo assustador.

Para um corretor de imóveis, o que importa é a conclusão do negócio, ou seja, a aquisição de uma propriedade pelo cliente. Já tinha me deparado com muitas pessoas, lugares e ambientes estranhos, tendo me acostumado até com lendas urbanas que amedrontavam populações inteiras, mas que a mim nada causavam.
Entretanto, aquele olhar, penetrante e hipnotizador, me fez perceber que existem muito mais mistérios nesse mundo do que imaginamos, e em lugares totalmente adversos. Não sei dizer se era algo sobrenatural, mas nunca mais fui o mesmo depois de visitar aquele castelo.



Mina Murrey - Kary Kiss – Nas cartas que envia para Jonathan mostram muito carinho e ansiedade. É uma pessoa que sabe o que quer.  Harker sabe que você é segura e tem os pés no chão. Mas ele sabe também que você e a Lucy são muito curiosas. Essa curiosidade é um risco para o relacionamento de vocês?

De modo algum. Como professora e uma mulher viajada a curiosidade em tudo que aparenta fugir dos padrões ou tende a ser misterioso mexe comigo e saio em busca de explicações. É como se houvesse uma lembrança escondida que nem mesmo eu me recordo. Com meu noivo viajando, a pessoa que mais posso confidenciar tais curiosidades é minha amiga Lucy. Eu amo meu noivo e confio muito em meus sentimentos e totalmente nele. Nossa relação é de confiança e transparência. Riscos poderão surgir em nosso caminho por vários víeis mas, acredito que conseguiremos contornar em nome de nosso amor.



Conde Drácula - Fábio Scheibe – Você é um ser admirado por muitos e, por isso, é também, muito temido.  Existe a possibilidade de um humano ser amigo do Conde Drácula?

“Quer ser meu amigo, por sua livre e espontânea vontade?” (risos...)
Acredito que Drácula é muito mais admirado que temido! Quem nunca pensou em se entregar pra um vampiro, e como recompensa ter o poder da vida eterna? Drácula é encantador, sedutor, dominador... e sempre há de conquistar seus objetivos, suas vítimas! Como? Traçando vínculos de amizade, por exemplo.
Quando saímos da ficção e vamos pra vida real, podemos identificar muitos vampiros, do tipo emocionais, que vivem a vampirizar humanos que se deixem seduzir facilmente, e até mesmo, sem perceber o quanto seu sangue está sendo sugado, não é mesmo? Apenas por acreditar numa amizade, supostamente verdadeira, por carência ou tantos outros motivos... Portanto, acho sim, que há a possiblidade da amizade, porém, pra um verdadeiro vampiro, no fundo, os interesses sempre serão outros, sendo assim, o conceito de amizade pode divergir entre as partes. Eis o grande desafio em representá-lo nos palcos, e ao mesmo tempo, extremamente gratificante e prazeroso.  Não deixem de assistir! ????????


Obrigado pelas respostas e desejo muito sucesso para todos
grande abraço


Link:


Drácula 

Adaptação e Direção : Silvio Tadeu 

Elenco :  

Fábio Scheibe 
Tainan Pongeluppe 
Karina Kiss 
Ronaldo de Lima 
Edivaldo Gomes 
Lauren Wolf 
Efigênia Armandani
Helena Gomes
Marcia Papoti 
Lucas Cruz 
Elizeu Tozzi 
Henrique Fernandes 
Lucia Machado 
Glauce Teixeira

Cenários : 
Concepção : Silvio Tadeu 
Estruturas Metálicas gentilmente cedidas por Cristina Borelli - espetáculo " Noites de Sol " 

Voz Off : Zeca Mallembah




22/01/19

Entrevista com Alexander Meireles da Silva - FANTASTICURSOS





10 perguntas para Alexander Meireles da Silva (Fantasticursos)
Por Adriano Siqueira


Links importantes :  

Facebook do Alexander - 



Página do Fantasticursos





Canal no Youtube do Fantasticursos: 




Grupo Boteco Fantástico







1 – Quem é Alexander Meireles da Silva?

Alexander - Antes de tudo, um nerd apaixonado por diversos aspectos do Fantástico na Literatura e no Cinema nas suas diferentes vertentes da Fantasia, Gótico, Horror e Ficção Científica. Foi essa paixão infantil e adolescente que me levou a seguir carreira na área de Letras, com pesquisas e trabalhos sempre dialogando com o Fantástico. Fiz o Bacharelado e a Licenciatura em Língua Inglesa e Literaturas Correspondentes na UERJ em 1998, a Especialização em Literatura Inglesa e Norte-Americana em 2001 e o Mestrado em Literaturas de Língua Inglesa em 2003 também na mesma instituição e o Doutorado em Literatura Comparada em 2008 na UFRJ. Nesse meio tempo publiquei o livro Literatura Inglesa para Brasileiros: Curso completo de Literatura e Cultura Inglesa para estudantes brasileiros (2005) pela Editora Ciência Moderna e desde 2009 sou Professor Associado de Língua Inglesa e Literaturas na Universidade Federal de Goiás. Desde 2016 também sou produtor de conteúdos do canal FANTASTICURSOS, além do blog e fanpage de mesmo nome.


2 – Como surgiu a ideia de criar vídeos sobre literatura fantástica?

Alexander - A ideia surgiu dos meus encontros com alunos e alunas quinzenalmente para discutir Literatura Fantástica. A cada encontro, mais e mais participantes perguntavam se poderiam trazer colegas, irmãos e primos, que não estavam na faculdade, mas que gostariam de participar das discussões. Percebi então a necessidade de levar o que estava sendo discutido dentro dos muros da Academia para quem de fato compra, lê e produz Literatura Fantástica. A Academia se comporta como uma Torre de Marfim onde o conhecimento ali produzido fica restrito a quem pertence a este universo. E não, publicações e eventos acadêmicos não preenchem essa lacuna entre quem pesquisa e quem lê e produz. Daí surgiu o Fantasticursos com a meta  de abordar o Fantástico a sério por meio de rigor acadêmico, mas com linguagem acessível.


3 – Acha que deveria ter mais eventos sobre escritores e seus livros?

Alexander - Com certeza. De fato, não apenas mais eventos literários, principalmente fora dos grandes centros urbanos, mas também que se tenham eventos acessíveis.  Não adianta termos  eventos como a Bienal do Livro ou a CCXP que cada vez mais abrem espaço para a Literatura Fantástica nacional e estrangeira, mas as pessoas não conseguem arcar com custo de ingressos e outros fatores. Da mesma forma, eventos fora dos grandes centros, mas localizados em cidades turísticas e de difícil acesso ao grande público, como a FLIP em Penedo, também acabem assumindo um perfil elitista. Tem de se levar o livro as pessoas que não tem acesso a ele no seu cotidiano.


4 – Os escritores nacionais de literatura fantástica deveriam ter mais destaques na mídia?

Alexander - A mídia tradicional na verdade, com raras exceções, não corresponde mais a realidade do publico leitor de hoje. Hoje você compra um livro físico ou e-book a partir dos comentários de uma rede de leitores e leitoras ou pessoas que falam de livros em blogs e nas diferentes redes sociais. É ai que os escritores e escritoras nacionais devem estar presentes e se fazerem notados e notadas.  


5 – A atual realidade do mercado pode acabar com os livros e transformar tudo em e-books?

Alexander - Não acredito. Assim como o Rádio não sumiu com a Televisão e o Cinema não acabou com a Fotografia sempre haverá público para livros físicos. O livro impresso sempre existirá. Há um encanto no livro impresso que a tecnologia não consegue capturar. Eu mesmo sou um leitor de livros físicos.


6 – Como acha que serão as bibliotecas no futuro?

Alexander - Da mesma forma que temos hoje, sendo que o acervo físico será digitalizado amplamente para que qualquer pessoa possa acessar de qualquer lugar. No entanto, pesquisas específicas demandam o contato físico com a obra.


7 – Você aprecia mais antologias, livros com vários autores ou livros solos?

Alexander - Como leitor, os dois. Como professor, gosto de contos, estejam eles em antologias ou coletâneas. Tenho pouco tempo para cativar os alunos e alunas e o conto tem o tamanho exato para que eles e elas se encantem com o escritor ou escritora e corram atrás para conhecer melhor a obra desses nomes.


8 – Já tem material suficiente para lançar um livro sobre literatura fantástica nacional?

Alexander - Para quem quer entender o desenvolvimento do Fantástico brasileiro em suas diferentes expressões fica a dica para conhecer o livro Fantástico Brasileiro: O insólito literário do Romantismo ao Fantasismo (2018), de Bruno Anselmi Matangrano e Enéias Tavares, que aborda como as diferentes vertentes do Fantástico se manifestaram ao longo da Literatura Brasileira do século 19 até os dias de hoje. Não se trata de um livro de contos, mas sim teórico.


9 – O que você diria para convencer uma editora a acreditar mais na literatura fantástica nacional?

Alexander - Apontaria que os escritores nacionais conseguem estabelecer um vínculo maior com leitores brasileiros por questões culturais, linguísticas e geográficas. A qualidade da escrita é a mesma e as editoras tem a vantagem de custos menores em, por exemplo, levar um escritor nacional para os diferentes eventos no Brasil ao longo do ano.


10 – Quais são as suas dicas para alguém que quer ser escritor de literatura fantástica?

Alexander - Ler. Por mais óbvio que possa parecer conheço pessoas que querem escrever Literatura Fantástica, mas carecem do conhecimento da tradição literária da vertente que ele ou ela quer explorar. Para escrever não basta assistir a adaptação de uma obra para o cinema ou de filmes do gênero. Não se escreve cyberpunk sem ler Neuromancer (romance de 1984, de William Gibson, tido como um dos marcos desse subgênero) ou sobre vampiros sem ler Carmilla (1872), de Sheridan Le Fanu. Essa base ajuda o escritor e escritora a saber por onde caminhar e buscar seu caminho, ajudando o Fantástico a avançar. Meu contato com editores e outros pesquisadores do mercado editorial também aponta a necessidade de se evitar grandes projetos. Não escreva pensando em uma trilogia. Comece com uma obra fechada e, se tudo correr bem, avance. Aproveite as oportunidades de coletâneas de contos e, gradualmente, faça seu nome atraindo a atenção de uma base de leitores fieis com seus feedbacks.  Com uma base boa, por que não partir para uma campanha de financiamento? Essas plataformas são uma vantagem no sentido das tiragens já saírem vendidas. E evite tretas. Isso não leva a nada e faz você ter uma imagem ruim.


Mais uma perguntinha só para alegrar mais os  fãs:

11 – De todos os vídeos que fez, poderia selecionar os seus 5 melhores?

Alexander - Olha Adriano, se você me permite, o canal trabalha muito com séries e quadros, então como fica difícil apontar vídeos específicos entre os mais de 240 vídeos eu sugiro algumas playlists de assuntos específicos. 

A série “FRANKENSTEIN 200 ANOS”, onde a obra da Mary Shelley é analisada em todos os detalhes e influências. 

O quadro “E A PALAVRA É”, com explicações sobre conceitos chaves do Fantástico, como o que é Pós-Horror, Horror Cósmico, Espada e Feitiçaria, Gótico X Horror, dentre vários temas. 

Outra playlist é a série “MUNDO PUNK”, com a análise de mais de vinte mundos punk, como o Cyberpunk, Steampunk, Dieselpunk, Solarpunk, dentre outros. 

Por fim, como porta de entrada ao canal, tem as séries “O QUE É FANTASIA”, “O QUE É GÓTICO” e “O QUE É FICÇÃO CIENTÍFICA”
. 

Obrigado pela entrevista Alexander

Alexander - Muito obrigado pela oportunidade e parabéns pelo trabalho na disseminação dos Vampiros e do Terror.

Conte sempre comigo Alexander \o/ 

03/01/19

Fanzine Adorável Noite 38



Baixe o número 38 do Fanzine Adorável Noite – http://adoravelnoite.com.br/  dedicado ao público que aprecia contos de vampiros e terror.

Desde 2001 uma referência de literatura fantástica e criaturas noturnas.

Le Cirque de Chuchu: Le Noire Danseur David Leite
Não tenho muito tempo Hellen da Silva Sabo
Palavras Torpes Kleber Pedroso
As Luas Coloridas e Suas Entidades Luciana do Rocio Mallon
Sombras na Escuridão James Gallagher Junior
Memento Mori – Amoris Morbus Nicole Sigaud
Hora de Lutar Adriano Siqueira

 Obrigado pela colaboração e continuem enviando para o e-mail: siqueira.adriano@gmail.com com o assunto "fanzine adorável noite"  pois o próximo sai em fevereiro.

Tenham uma Adorável Noite. Adriano Siqueira


VAMPIRELLE, a vampira de Curitiba