05/01/03


STOKER, ABRAHAM "BRAM" (1847-1912)

Texto do livro "O livro dos Vampiros" de J.Gordon Melton
Pesquisa de fotos e Digitação:
Adriano Siqueira do Adorável Noite http://www.contonoturno.hpg.com.br



Exposição da coleção de Bram Stoker, foto do site http://www.benecke.com/stoker.html





Bram Stoker foi o autor de Dracula, a principal obra no desenvolvimento do mito literário moderno do vampiro. Nasceu em Dublin, Irlanda, e com 16 anos ingressou no Trynity College da Universidade de Dublin. Stoker filiou-se a Sociedade Filosófica onde escreveu seu primeiro ensaio, "Sensatoinalism in Ficcion e and Society". Tornou-se presidente da Sociedade Filosófica e auditor da Sociedade Histórica. Graduou-se com honras em Ciência (baicharel, 1870) e, com seu pai, foi trabalhar como funcionário público no Castelo de Dublin. Continuou estudando meio-periodo em Dublin e posteriormente recebeu seu mestrado (1875).

A impressão favorável de Stoker sobre o ator britânico Henry Irving, que apareceu com uma companhia de teatro itinerante, levou-o a oferecer seus serviços ao jornal Dublin Evening Mail como crítico de teatro, sem remuneração. A medida que suas críticas começaram a surgir em vários jornáis, foi bem-sucedido nos círculos sociais de Dublin e logo conheceu os pais de Oscar Wilde. Em 1873, foi-lhe oferecida a editoração de um novo jornal, o Irish Echo (mais tarde rebatizado como Halfpenny Press), por meio-período e sem remuneração. O jornal não teve sucesso e, no início de 1874, Stoker pediu demissão. Desse momento em diante, Stoker encontrou seus principal entretenimento no teatro. Também começou a escrever suas primeiras peças de fiçcão, contos e seriados, que foram publicados nos jornais locais. Sua primeira experiência em textos de horror, "The chain of Destiny", apareceu como um seriado no período Shamrock em 1875.

Em 1878, Henry Irving assumiu a direção do Lyceum e convidou Stoker a ir para Londres como gerente de teatro. A sociedade de Irving-Stoker duraria até a morte de Irving em 1905. Durante os seus primeiros anos em Londres, Stoker encontrou tempo para escrever seu primeiro livro de ficção, uma coletânia de histórias para crianças, Under the Sunset, publicada em 1882. No final da década de 1880, entre suas responsabilidades no Lyceum, aumentou seus esforços literários. O resultado foi seu primeiro romance publicado inicialmente como um seriado em The Peaple, em 1889, e em formato de livro no ano seguinte. A história "The Snake's Pass" abordava o legendário Shleenanaher, uma abertura para o mar nas montanhas de Knockcalltecrore, no oeste da Irlanda.

Em 1890, Stoker começou a trabalhar no que seria a linha divisória no deselvovimento do vampiro literário. Neste meio tempo escreveu vários contos e dois pequenos romances. Estes, The Watter's Mou e The Shoulder of Shasta, estão praticamente esquecidos. Todavia, seus contos, especialmente "The Squaw", sobreviveram e ainda são lidos por entusiastas do horror.

A decisão de Stoker de escrever Dracula parece ter sido ocasionada por um pesadelo, no qual ele viu um vampiro se levantando do túmulo. Ele tinha lido "Carmilla" de Sheridan Le Fanu, publicado pela primeira vez em 1872, alguns anos antes, e tinha enriquecido seus conhecimentos com inúmeras discussões sobre o sobrenatural. A essas acrescentou sua própria pesquisa, modelando o personagem principal num nobre da Transilvânia no século 15. Também decidiu provavelmente por sugestão do livro The Moonstone, de Wilkie Collins, a contar a história pelos olhos de personagens diferentes. No final, a história foi contada através de uma variedade de documentos, de diários a carta e a recortes de jornais.

Publicado e, 1897, nada sugeria a Stoker que Dracula não era mais do que uma boa história de horror. Recebeu críticas mistas. Alguns adoravam o livro como uma poderosa peça de fascinação lúgubre. Outros criticaram o livro por sua excessiva estranheza e se queixaram de sua crueza. Muitos poucos reconheceram sua sua importância e compararam o livro a Frankenstein. Nenhum critico percebeu que Stoker tinha chegado ao ápice da literatura, do qual nunca sairia, mas é verdade que poucos autores mal chegaram ao cume de Stoker tinha alcançado.

Na época em que Dracula foi publicado, Stoker realizou uma leitura do texto em quatro horas. Este estralho evento foi apresentado, completo e com anúncios de sua versão cênica, Dracula, or The Un-dead, no Lyceum, para proteger a trama e o diálogo de furto literário. Havia membros da companhia do Lyceum presentes ao evento, sendo essa a única representação dramática de Dracula durante seu período de vida.

Um ano após a publicação de Dracula, a carreira de Stoker apresentou um declínio. Um incêndio no Lyceum destruiu a maior parte do guarda-roupa, adereços e equipamentos. A saúde de Irving, já em declinio, piorou. O teatro foi transferido para um sindicato e, em 1902, fechou de vez. Irving morreu em 1905. Stoker começou a escrever e produziu uma série de romances: Miss Betty (1898), The Mystery of the Sea (1902). The Jewel of the Seven Stars (1903), The Man (1905) e The Lady of the Shroud (1909). Desses, The Lady of the Shroud foi possivelmente o mais bem-sucedido. Chegou na vigésima impressão em 1934. The Blood of the Mummy's Tomb (1971) e The Awakening (1980). De seus escritos mais recentes, Stoker fez um tremendo esforço para produzir seu trabalho em 2 volumes como tributo do seu falecido chefe, The personal Reminiscences of Henry Irving (1906). Seus últimos livros foram de não ficção, Famous Impostors (1910), que incluia alguns detalhes sobre pessoas irerentementes interessantes, e The Lair of the White Worm (1911). The Lair of the White Worm tem sido um sucesso no correr dos anos e foi reimpresso em edições populares em 1925, 1945, 1961 e mais recentemente em 1989, juntamente com a adaptação cinematográfica do filme inglês dirigido por Ken Russell em 1992.

Foi somente com grande dificuldade que Stoker escreveu seus últimos livros. Em 1905 sua saúde declinou sensivelmente. Naquele ano teve um derrame e logo a seguir contraiu a doença de Bright, que afeta os rins. Sua saúde deteriorou sensivelmente até sua morte, em sua casa, no dia 12 de abril de 1912. Possivelmente a mais importante de suas obrás literárias pós-Dracula, uma coleção de contos intitulados Dracula's Guest an Other Weird Stories (1914), foi publicada por sua viúva logo após sua morte. O conto "Dracula's Guest" era na realidade um capítulo eliminado de Dracula pelos editores, que acharam o manuscrito original muito comprido.


Florence Stoker ganhou o processo e todas as cópias do filme Nosferatu deveriam ter sido destruidas.
Veja mais fotos http://www.contonoturno.hpg.ig.com.br/filmes/filmes01.html


Stoker não era um homem rico quando morreu, e sua mulher Florence estava sempre precisando de dinheiro. Herdou os copyrights de Stoker e recebia a renda da venda dos livros. m 1921, Freidrich Wilhelm Murnau decidiu fazer uma versão cinematográfica de Dracula. Adaptou o texto livrimente e, entre outras coisas, mudou a ambientação para a Alemanha, alterando o nome de diversos personagens. Por exemplo, Dracula tornou-se Graf Orlock. Embora tenha dado a Stoker e ao livro os devidos créditos, Murnau deixou de obter a permissão dos copyrights. Florence Stoker processou-o e finalmente ganhou. O tribunal alemão ordenou que todas as copias do filme fosse destruidas (embora, felizmente, uma copia tenha sobrevivido). Nesse meio tempo, o dramaturgo Hamilton Deane obteve permissão para adaptar o romance para o palco. A peça esctreiou em junho de 1924 na cidade de Derby e, após várias apresentações na Inglaterra e na Escócia, estreiou finalmente em Londres em 1927.


Graças ao sucesso da Peça de teatro Drácula finalmente foi para o cinema com os devidos copyrights
Veja mais fotos http://www.contonoturno.hpg.ig.com.br/filmes/filmes02.html


Através de Deane, Florence Stoker viveu para ver o sucesso de Dracula, primeiramente no palco e depois em 1931 no cinema, numa versão da peça de Deane estrelada por Bela Lugosi. Após a sua morte em 1937, Dracula continuou a ser a obra literária mas frequentemente adaptada para o cinema, e seus principais personagens as figuras mais retratadas na tela, além de Sherlock Holmes. A adaptação mais recente do filme, Bram Stoker's Dracula, dirigida por Francis Ford Coppola, foi lançado em 1992. Em 1987, o Horror Writers of America instituiu um conjunto de prêmios anuais em seu campo de atuação, que batizaram de Bram Stoker.


Graças ao sucesso da Peça de teatro Drácula finalmente foi para o cinema com os devidos copyrights
A melhor adaptação da obra de Bram Stoker para o cinema foi feita por Francis Ford Coppola
Veja mais fotos no site http://www.contonoturno.hpg.ig.com.br/filmes/filmes06.html